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TUXÁ

1 EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA



A educação para o povo Tuxá é um processo fundamental para a preservação da memória do povo, e isso começa pelas crianças as crianças são educadas a conviver com as pessoas e com o ambiente de forma integrada de modo que ela se perceba como  parte do ambiente e não alguém que explora o ambiente, a educação que a criança indígena recebe na sua própria comunidade não precisa de material didático, o material está dado pela própria natureza, sendo assim  a criança aprende a partir daqui o que ela está vendo, daquilo que ela explora enquanto conhecimento, daquilo que ela utiliza para o seu conhecimento, porque a educação não é algo que se dá de uma vez, a educação  é um processo.
Dessa maneira, as crianças do povo Tuxá é só criança ela não pode ser outra coisa, ela não pode ter preocupação em ser um adulto, ela tem que viver intensamente  o momento em que está vivendo, para isso ela precisa de espaço, brincadeira, criatividade, porque isso influenciar na sua futura educação, futura atuação como adulto um adulto  que não deseja ser mais criança porque ela já viveu todo seu tempo de criança agora ele vive o tempo de adulto e pratica as  ações de adulto, ou seja, os índios vivem cada momento como único desenvolvendo cada fase de sua vida.
          As crianças crescem integradas com o todo, ela participa de todos os espaços do ambiente da aldeia, porque em uma comunidade indígena tudo é educativo, os velhos da aldeia participa da educação de uma criança com a mesma intensidade que a mãe dela, todos ficam observando o que as crianças estão fazendo, e existe os momentos didáticos em que os velhos contam histórias, muitas vezes de um índio mítico, passando, dessa forma, os costumes e valores do povo,  ou em que a mãe chama a criança e coloca a criança no colo e cata piolho, usando uma metodologia, um ato didático pedagógico, porque ela usa essa técnica para fazer carinho na criança e ao mesmo tempo ensinar ou chamar a atenção da criança por um ato errado q ela cometeu. As brincadeiras são fundamentais crianças que não brinca não cresce equilibradamente a brincadeira faz parte da educação integral do ser humano, a brincadeira educa o corpo e à mente treinando a capacidade de negociação.


2 POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS

Os Tuxá foram transferidos de seu território de ocupação tradicional em virtude à construção da barragem de Itaparica pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF).
Com a construção da barragem, os municípios foram inundados e a população indígena e não indígena tiveram que ser deslocadas. Os Tuxá seriam deslocados para outras regiões, mas devido ao fato de não serem propícias para plantação, se recusaram e entraram em conflitos.
           A CHESF deveria, em acordo com a FUNAI, reassentar as famílias com datas estipuladas, destinando 4.000ha (quatro mil hectares)  à Reserva Indígena. Além disso, deveriam oferecer Posto Indígena posto de saúde, casa de religião, casa de farinha, prédio para beneficiamento de arroz e cemitério. Desde 1987 e a CHESF não viabilizou os 4.000ha, ainda.


3 CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS E ECONOMIA





Falar do território indígena Tuxá nos remete consequentemente a lembrar da velha do Tuxá, onde as terras eram de preservação para os índios, era um solo sagrado onde estavam enterrados seus ancestrais, e partindo do fato que foram nessas terras que foi construído, através do tempo, um povo com seus costumes, com sua política, com seus respectivos modos de viver.

A velha do Tuxá proporcionava aos índios todos os suprimentos necessários para subsistência deles, uma vez que as terras eram produtivas, existia uma mata ciliar com variedade de plantas medicinais, rio que oferecia possibilidades de pesca, em contrapartida a nova Tuxá está em uma terra que não proporcionam esses benefícios necessários para a sobrevivência do povo indígena, sendo que os índios ainda então no processo de construção do seu habitat, os índios ainda estão plantando sua dignidade e lutando para desmistificar verdades implantadas pelo governo com a finalidade de reduzir suas terras,  por conta disso eles ainda não possuem uma adversidade de plantas para compor sua medicina tradicional tendo que, muitas vezes, e até território não indígenas, que já foram indígenas, para pegar plantas para uso medicinais.



REFERÊNCIAS:



Disponível em: <http://laced.etc.br/site/indigenismo/arquivos/texto_ram_GT_12ricardo_dantas.pdf>. Acesso em: 14 nov. 2014.

2 comentários:

  1. Salve, blogueiras!
    Sou professor de Português e Inglês e alimento profundo interesse e gosto por esses temas. Gostaria de saber se há publicações recentes sobre temas afins, e como especialista na área de línguas, ponho-me à disposição para quaisquer cooperação.

    Abraços e sucesso.

    Renilson Ferreira

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